Novo Chevrolet Celta 2012

Desempenho – O Chevrolet Celta teve seu exterior e interior renovados na linha 2012. Mesmo assim, seu grande destaque segue sendo motor 1,0L Flexpower VHCE. Esta unidade de força de 77/78 cv garante acelerações eficientes e boas retomadas. Facilita a vida do propulsor o baixo peso do veículo: são apenas 890 kg na versão quatro portas. O compacto cumpriu o zero a 100 km/h em razoáveis 14,1 segundos. No entanto, depois dos 100 km/h, o Celta perde o fôlego e o motorista precisa ter paciência. A máxima, segundo a Chevrolet, é de razoáveis 161 km/h quando abastecido com etanol, velocidade condizente com a proposta urbana do carrinho.

Estabilidade – Com 11 anos de mercado, o Celta é um carro já acertado. Na hora de encarar curvas fechadas em alta velocidade, o modelo até que se sai bem. A carroceria torce pouco e não faz menção de rolar. Nas freadas bruscas, o hatch tende a sair da trajetória e a traseira levanta um pouco. Nas retas, a comunicação entre rodas e volante começa a ficar instável a partir de 120 km/h.

Interatividade – A ergonomia nunca foi o forte do Celta. O modelo não oferece ajuste de altura para o banco do motorista nem qualquer ajuste para o volante. O resultado é que o motorista sofre para encontrar uma posição agradável para dirigir. O pouco espaço para os passageiros na dianteira pelo menos provoca um efeito colateral positivo. Todos os comandos estão ao alcance do motorista. A visibilidade dianteira é apenas boa e a traseira e lateral são prejudicadas pelo pequeno vidro traseiro e pelas colunas largas. Já o câmbio apresenta engates razoavelmente macios.

Consumo –O modelo avaliado obteve um consumo médio de 7,8 km/l, rodando apenas na cidade, e abastecido com etanol.

Tecnologia – O Celta é montado sobre a veterana plataforma da primeira geração do Corsa nacional, datada de 1994. Em contrapartida, o motor 1,0L VHCE recebeu algumas evoluções durante os anos – a última em 2009. O hatch compacto não oferece ABS ou airbag sequer como opcional.

Conforto – No interior do Celta definitivamente não há abundância de espaço. A ausência de regulagem de altura do banco do motorista e do volante também não contribuem para uma boa acomodação. A suspensão, no entanto, é bem acertada e traz algum conforto. Já o isolamento acústico é quase inexistente e o barulho do motor invade sem cerimônias o habitáculo.

Habitabilidade – Os acessos ao interior do Celta são bons tanto para o banco dianteiro quanto traseiro. Por dentro, há práticos porta-objetos. O porta-malas de 260 litros é limitado, mas está na média do segmento.

Acabamento – Este quesito nunca foi o forte do Celta, até por se tratar de um modelo de entrada da marca. No entanto, nesta nova versão, a Chevrolet fez mudanças que conseguiram emprestar algum requinte ao popular. Lá estão novos volante, botões do sistema de ventilação, tecidos dos bancos, grafismos do quadro de instrumentos, entre outros. As mudanças foram bem-vindas.

Design – O facelift do Celta foi limitado demais. A dianteira com a nova linguagem de design da marca e a traseira com lanternas escurecidas não transmitem grande sensação de novidade, algo muito valorizado para o segmento. O modelo se atualizou, mas não é capaz de chamar grande atenção.

Custo/benefício – A versão mais completa do Celta, a LT com quatro portas, é oferecida por R$ 29.364. O valor está na média do segmento. Um pouco mais caro que o Fiat Uno Way 1,0L, que parte de R$ 29.030, e igualmente um pouco mais em conta que o Volkswagen Gol 1,0L, que sai de R$ 30.880. A lista de equipamento é similar entre os três.

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