Desempenho – O motor 1,6L litro de 95 cv é um dos pontos altos do Sandero. A unidade de força garante arrancadas competentes e o motorista sente segurança na hora das ultrapassagens. Quem também merece elogios é o câmbio bem escalonado.
Estabilidade – O Sandero é um carro equilibrado. Anda sempre “colado ao chão” e encara sem problemas curvas fechadas em alta velocidade. Nas retas e frenagens, o modelo também se mostra firme, com bom equilíbrio. A direção é precisa e rápida.
Interatividade – A renovação do Sandero garantiu melhorias providenciais neste quesito. Os botões de vidros e trava elétricos, antes colocados na coluna central em posição não muito intuitiva, agora estão posicionados nas laterais das portas – um lugar muito mais usual. A coluna de direção também ganhou uma regulagem de altura. A caixa de câmbio com engates suaves e precisos é um ponto positivo.
Consumo – Equipado com o motor 1,6L 8V, o Sandero tem média anunciada de 8 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada com etanol.
Conforto – O Sandero é um projeto da romena Dacia – subsidiária da Renault naquele país – montado sobre a plataforma do Logan. Sua estrutura em monobloco, datada de 2005, é uma das mais modernas entre os compactos nacionais. Nesta reedição, o novo Sandero passa a ser equipado com um rádio mais moderno, dotado de entrada USB/iPod e conexão Bluetooth. O modelo oferece airbag duplo e freios com ABS como opcional na maioria das versões.
Tecnologia – No interior do Sandero. espaço não falta. Até mesmo no banco traseiro é possível que três adultos contem com boa folga para pernas e cabeças. A posição “altinha” de dirigir também merece elogios. Nesta reformulação, o isolamento acústico – quase inexistente na versão anterior – foi melhorado, mas ainda não está 100% eficiente. Na hora de encarar a buraqueira dos grandes centros urbanos, a suspensão filtra relativamente bem as imperfeições, mas o sacolejo é inevitável.
Habitabilidade – O acesso aos bancos dianteiros do Sandero é digno e só mesmo quem vai no banco de trás pode encontrar alguma dificuldade. Por dentro, há práticos porta-objetos. O porta-malas de 320 litros está na faixa do segmento.
Acabamento – O Sandero 2012 ganhou novos detalhes cromados e tecidos para transmitir algum requinte. O painel também mudou e agora é construído com um material de melhor qualidade. Mesmo assim, o modelo segue abusando de plásticos rígidos e conta com acabamento simples. Fora isso, há pouquíssimas rebarbas aparentes e, de uma forma geral, as peças se encaixam com harmonia.
Design – O facelift do Sandero é essencial para manter seu visual “moderninho” e para que suas vendas não “esfriem”. Mesmo assim, por se tratar de uma reestilização de meia-vida, o modelo não se inova a ponto de ser reconhecido como um carro realmente novo e virar atração nas ruas.
Custo/Benefício – A nova proposta da Renault é ter carros baratos. O Sandero não foge à regra e está com preço ainda mais em conta nesta nova versão em comparação com a antiga. Em qualquer configuração o hatch oferece uma lista de itens de conforto similar aos concorrentes com preços mais “camaradas”.
Fonte: WebMotors
- Texto:Marcelo Cosentino – Auto Press
- Foto: Marcelo Cosentino – Carta Z Notícias
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